sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Até quando vamos aceitar a palhaçada que acontece nos períodos de eleições??

SOMOS OBRIGADOS A FICAR VENDO ESSAS COISAS RIDÍCULAS QUE VEMOS NA TV, NO RÁDIO, NAS RUAS??

Será que não tem mesmo outra saída??


Por quanto tempo votaremos no menos pior? Por quanto tempo aceitaremos isso??


Um post sem imagens, sem muitas palavras. Acho que aqui deixo mais a minha indignação, um protesto e uma sensação de vergonha de tudo isso... E de luto...


TEMOS QUE FAZER ALGO PRA MUDAR. Antes que tudo isso entre num colapso de proporções gigantescas... (que pra mim, na verdade, já entrou...)

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

"Cantadas" na rua



(Quanto à imagem do Obama, não estou querendo dizer que ele estava de fato olhando pra bunda dela... apenas que esse foi um fato amplamente divulgado na imprensa brasileira)

Há algum tempo quero escrever sobre as infelizes “cantadas” que as mulheres são obrigadas a ouvir quando andam nas ruas.

É tiro e queda: basta dar uma volta no bairro pra ver alguma mulher sendo “cantada”. Penso muito sobre o assunto... tento entender o que os homens pensam. Ou Será que simplesmente não pensam que nós não somos meros objetos sexuais, que servem apenas para a contemplação?!...

Uma vez li uma definição de relação sexual, que tenho certeza, nunca me esquecerei. Ela dizia que para uma relação sexual acontecer há, necessariamente, a objetivação de ambos os corpos. Pra mim, foi uma definição muito explicativa. Se apenas um dos corpos é objetivado, algo de errado esta acontecendo. Alguém não está, necessariamente, querendo aquilo.

É aí que entra a minha reflexão sobre aqueles barulhos que ouvimos na rua: “huuum....” “nossa...” “oh, lá em casa”... e às vezes, menos sonoro, mas não menos ofensivo os olhares que são bem teatralizados com o resto do corpo...





Nesses casos, apenas um dos corpos é objetivado e, sinceramente, não está tudo bem. Infelizmente no momento, costumamos não ter o que fazer. Um dia vi uma conhecida parar e conversar com o cara, que levou um susto... Aquele ‘objeto’ era uma pessoa! Mas, estávamos em uma situação atípica: na praia, ela estava na companhia de amigas, de bom humor, etc, etc, etc.

Não estou aqui dizendo que todas as mulheres pensam como eu, de forma alguma. Mas, sinceramente, nunca ouvi nenhuma dizendo que adora quando é cantada na rua, com aquelas frases ofensivas, que me poupei de colocar aqui. Particularmente, desconfio quando usam o argumento de que quando uma mulher está com baixa auto-estima, passa em frente a uma construção só para ouvir os “elogios”... Sei lá... pra mim isso é um argumento que os homens usam pra tentar justificar o que fazem...

Aquela história de que “então, coloque outra roupa”, pra mim, também não cola. Não dizem que estamos numa sociedade livre?? Pois então que as mulheres usem a roupa que quiserem! A excessiva sexualização do corpo da mulher faz com que ela deixe de ser uma pessoa, e passe a ser mero objeto de contemplação... É muito triste ter que reconhecer, que a mulher não pode sair na rua sem ser sexualmente objetivada, sem a menor chance de defesa.



Uma vez em uma aula, comentamos sobre isso, e eu entrei em uma discussão com um colega que dizia ser muito mais ofensivo quando a “cantada” fazia referência a valores, do que quando era apenas um “elogio”. Eu discordei dele, e acho que ele não compreendeu meus argumentos... Penso que ao dizer isso, ele está colocando alguns pressupostos em sua fala: primeiramente, ele coloca a prostituta em situação inferior e ofensiva, e depois considera que as “cantadas” sem referências a valores são normais, e aceitáveis. Pra mim, a objetivação do outro é a mesma, e a questão da prostituição é assunto não pra um blog, mas para uma vida inteira...

Não estou aqui defendendo que devemos andar nas ruas com uma viseira de cavalo, olhando apenas para certificarmos que não seremos atropelados. Inúmeras vezes a beleza alheia é reparada, sem ser de forma ofensiva... Estou apenas tentando dizer que quando isso não acontece, muitas de nós nos sentimos ofendidas, e torcemos muito, para um dia podermos sair nas ruas com a certeza de que não teremos que ouvir o que não queremos...

E, VIVA A DISCRIÇÃO!